Laila Braga Barbosa. Tecnologia do Blogger.

O Transtorno de Ansiedade Generalizada em Crianças




O QUE É TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA (TAG) EM CRIANÇAS?

Você já percebeu que algumas crianças se preocupam com tudo, o tempo todo? O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é quando a criança tem preocupações excessivas e constantes sobre várias situações do dia a dia, mesmo que não pareçam ameaçadoras.


Crianças com TAG ficam preocupadas o tempo todo e essas preocupações podem ser sobre coisas como o desempenho na escola, a saúde dos pais ou até mesmo situações simples, como o medo de que algo vá dar errado, mesmo sem motivo aparente.


Por exemplo, ficar preocupada dias antes de uma viagem em família, pensando que pode esquecer algo importante ou que algo de ruim vai acontecer durante o passeio. Também pode ter medo de errar uma resposta na aula, mesmo que seja algo que saiba bem. Essas preocupações acabam tomando tanto espaço que a criança sente dores de cabeça, dor na barriga ou até tem dificuldades para dormir. Além disso, fica tensa, irritada ou cansada por estar constantemente preparada para o que acredita que pode dar errado.


O que diferencia o TAG das preocupações normais é a intensidade e a frequência desses medos, que passam a afetar a rotina diária. Em vez de ficar ansiosa por algo específico e pontual, a criança com TAG permanece em estado de alerta de forma constante. Isso interfere diretamente no desenvolvimento emocional e na capacidade de aproveitar momentos que deveriam ser tranquilos e prazerosos.


Se você está percebendo que seu filho vive preocupado ou tenso sem um motivo aparente, isso pode ser um sinal de que é hora de buscar ajuda. Quando a ansiedade é tratada cedo, é possível reduzir significativamente o impacto no dia a dia da criança e da família.

 


SINAIS COMUNS DE TAG EM CRIANÇAS: COMO IDENTIFICAR


O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) em crianças se manifesta de várias formas e reconhecer é o primeiro passo para buscar a ajuda necessária. Aqui estão os principais sinais:

 

👉 Preocupações excessivas: A criança pode ficar constantemente preocupada com o futuro, desde o desempenho na escola até preocupações mais vagas, como algo ruim acontecendo com a família. Essas preocupações geralmente não têm causa clara e são difíceis de controlar.

 

👉 Dificuldade para dormir: As preocupações podem invadir o momento de descanso, fazendo com que a criança tenha dificuldade para pegar no sono ou acorde várias vezes durante a noite.

 

👉 Dores físicas sem motivo aparente: Crianças com TAG podem sentir frequentemente dores de barriga, de cabeça ou outros desconfortos físicos, que muitas vezes não têm uma explicação médica.

 

👉 Irritabilidade e agitação: Devido ao estresse constante, a criança pode ficar mais irritada ou impaciente com facilidade, demonstrando maior sensibilidade a pequenas frustrações do dia a dia.

 

👉 Medo de fracassar: Medo de errar ou de não ser boa o suficiente pode ser um sintoma muito comum. Ela pode evitar certas atividades ou sentir que precisa ser perfeita em tudo que faz, o que gera mais ansiedade.

 

Se você reconhecer alguns desses sinais no seu filho, é importante ficar atento e observar se isso está impactando sua rotina e bem-estar. O TAG pode ser tratado e controlado com a ajuda de um profissional.

 


COMO O TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA IMPACTA O DESENVOLVIMENTO ESCOLAR

 

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) em crianças tem um impacto significativo no desenvolvimento escolar. Quando uma criança vive com preocupações constantes e intensas, vai ter sua capacidade de se concentrar nas atividades diárias diretamente afetada.

 

Elas se preocupam tanto em fazer tudo perfeito ou em não cometer erros que acabam paralisadas, o que afeta o rendimento escolar. Por isso, crianças com TAG podem ter dificuldades em acompanhar o ritmo das aulas.

 
Além disso, o medo de serem avaliadas ou criticadas pelos colegas pode fazê-las evitar participar de atividades em grupo ou até mesmo recusar a interação social. Isso pode gerar isolamento, dificultando a formação de amizades e a adaptação social no ambiente escolar.

 

Outro ponto importante é que a ansiedade constante prejudica a capacidade da criança de lidar com a pressão de provas, trabalhos e apresentações. Ela pode acabar se sentindo sobrecarregada e ver o desempenho caindo, mesmo que estude e se esforce bastante.

 

Muitas vezes, os professores não percebem que o motivo da dificuldade de aprendizado ou da baixa participação está relacionado à ansiedade, o que pode levar a mal-entendidos. Por isso, a parceria entre os pais e a escola é essencial para oferecer o suporte adequado à criança.

 

A comunicação aberta com os professores permite que eles saibam que seu filho está enfrentando desafios com a ansiedade, e assim, possam adotar medidas de suporte como oferecer prazos mais flexíveis ou proporcionar momentos de pausa na rotina escolar.

 

Os pais também podem sugerir que a escola desenvolva atividades que incentivem a criança a interagir de forma mais gradual com os colegas, para que ela não se sinta exposta demais, mas vá construindo suas habilidades sociais aos poucos.

 

Técnicas que a criança aprende na terapia, como exercícios de respiração e formas de lidar com pensamentos ansiosos, podem ser implementadas na sala de aula, com o professor lembrando a criança de usá-las em momentos de maior estresse.

 

Com o suporte certo, tanto em casa quanto na escola, é possível ajudar a criança a se sentir mais segura, tranquila e capaz de superar os desafios do ambiente escolar, sem deixar que a ansiedade interfira no seu aprendizado e desenvolvimento social.


 

HISTÓRIA DE SUCESSO: SUPERANDO O TAG INFANTIL

Ana*, uma menina de 8 anos, vivia constantemente preocupada com a escola, com o que os colegas pensavam dela e, até mesmo, com coisas que pareciam pequenas, como se havia esquecido de fazer a lição de casa ou se seus pais chegariam em segurança do trabalho.

 

Essas preocupações faziam parte do seu dia a dia e começaram a afetar seu sono, seu apetite e até suas notas escolares. Os pais de Ana perceberam que, diferente de outras crianças, ela parecia incapaz de relaxar e aproveitar os momentos simples da infância.

 

Foi então que decidiram procurar ajuda profissional e, após uma avaliação, Ana foi diagnosticada com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). A partir daí, começou um caminho de superação, com sessões regulares de terapia cognitivo-comportamental (TCC).

 

Na terapia, Ana aprendeu a reconhecer seus pensamentos ansiosos e a lidar com eles de uma maneira mais saudável. Por meio de técnicas de respiração, jogos terapêuticos e atividades práticas, ela foi pouco a pouco recuperando sua confiança.

 

Um dos maiores pontos de virada foi o apoio familiar. Os pais de Ana aprenderam, com a terapeuta, a validar os sentimentos da filha e a criar um ambiente acolhedor em casa, onde ela podia expressar suas preocupações sem medo.

 

Ao invés de tentar afastar ou minimizar as ansiedades de Ana, os pais passaram a ouvi-la com atenção e a praticar, junto com ela, as técnicas aprendidas na terapia. Com o tempo, Ana começou a se sentir mais segura em lidar com seus medos e preocupações. As noites mal dormidas se tornaram menos frequentes, ela voltou a se divertir na escola e, aos poucos, seu brilho natural começou a aparecer novamente. Embora a ansiedade não tenha desaparecido por completo, Ana agora tem as ferramentas e o apoio para enfrentá-la.

 

A história de Ana é um exemplo de como a intervenção precoce e o envolvimento da família podem fazer toda a diferença no tratamento do TAG. Cada criança tem o potencial de superar suas ansiedades.


COMO CONVERSAR COM SEU FILHO SOBRE ANSIEDADE E PREOCUPAÇÕES: O PAPEL DOS PAIS

Conversar com seu filho sobre ansiedade pode parecer um desafio, mas é uma das maneiras mais eficazes de ajudá-lo a lidar com suas preocupações. Mas como começar essa conversa de maneira tranquila e sem pressões? Vamos ver algumas dicas práticas.

 

Às vezes, as crianças não sabem como expressar o que estão sentindo, então cabe aos pais criar um ambiente seguro e acolhedor para que elas possam falar sobre seus medos. Então, primeiro procure momentos de calma para iniciar o assunto.

 

Não precisa ser uma conversa formal, pode acontecer durante uma atividade do dia a dia, como no caminho da escola ou enquanto desenham juntos. Você pode começar com uma pergunta simples, como:  Eu notei que você está um pouco preocupado ultimamente. Quer me contar o que está acontecendo?” 

 

Essa abordagem mostra que você está atento e disponível para ouvir, sem forçar a criança a falar.

 

Outra boa estratégia é validar os sentimentos do seu filho. Crianças com ansiedade podem sentir que seus medos são “bobos” ou “exagerados”. Você pode dizer algo como: “Eu sei que às vezes parece assustador. É normal se sentir assim, mas estou aqui para te ajudar a passar por isso.” 

 

Isso faz com que a criança se sinta compreendida e segura para compartilhar mais.

 

Usar exemplos práticos do cotidiano também pode ajudar a abrir o diálogo. Se você notar que seu filho está ansioso antes de uma prova, pode dizer: “Eu vejo que você está preocupado com a prova. Você quer conversar sobre como podemos fazer para você se sentir mais confiante?”

 

Oferecer soluções junto com a criança ajuda a criar uma sensação de controle, o que é essencial para diminuir a ansiedade.

 

Além de perguntas diretas, você pode tentar falar sobre seus próprios sentimentos para incentivar seu filho a se abrir. Por exemplo:  “Quando eu tinha sua idade, eu também ficava nervoso com algumas coisas. Você sente isso também às vezes?” 

 

Reserve um momento em que vocês possam refletir juntos sobre como foi o dia, identificando o que foi positivo e o que causou preocupações. Isso pode ajudar a criança a organizar seus pensamentos e reduzir as preocupações excessivas.

 

Também é útil incentivar o uso de técnicas de relaxamento, como respirações profundas ou um momento de descanso antes de dormir.


Lembre-se: a chave é estar presente e disponível. Quanto mais o seu filho sentir que pode contar com você, mais seguro ele vai ficar.

 

Que tal iniciar uma conversa aberta com seu filho hoje?

 

A CONVERSA MAIS IMPORTANTE COMEÇA NO CONTROLE DO VIDEOGAME


Uma pesquisa com quase 10 mil crianças acompanhadas ao longo de dois anos mostrou que jogos digitais que exigem tomada de decisão, ajuste de estratégia e persistência diante do erro, como é o caso do Super Mario Bros, estão associados a ganhos em memória operacional, atençãoe flexibilidade cognitiva.


Isso não significa que videogame é bom por si só, nem que tempo de tela é neutro. Significa que o que a criança faz dentro do jogo importa e que o Super Mario tem algo muito promissor a oferecer.


O jogo é, na sua essência, uma sequência de tentativas e erros dentro de um ambiente seguro. A criança cai no buraco, perde uma vida e recomeça. Ela pode ficar presa numa fase por dias, mas tenta de novo, descobre um atalho e passa.


Por mais que não pareça a princípio, nesse ciclo todo, ela está treinando algo muito importante, que é a tolerância à frustração, uma das habilidades que a ansiedade costuma destruir.


Quando a criança finalmente passa naquela fase que parecia impossível, ela grita, comemora, fica feliz e é, exatamente nessa hora, que dá para intervir com uma frase simples como “você tentou bastante até conseguir, percebeu isso?” Ou com uma pergunta genuína: “uau, você finalmente conseguiu, como fez isso?”


O objetivo não é elogiar o resultado, mas fazê-la notar o que aconteceu ali. Uma criança que aprende a reconhecer a própria persistência dentro de um jogo começa, aos poucos, a encontrar essa mesma persistência em outros lugares, porque o que ela está treinando não é só passar de fase, é acreditar que tentar de novo faz diferença.


A ansiedade, em grande parte, é uma tentativa de evitar justamente isso: o erro, o desconforto, a incerteza de não saber se vai dar certo. O Super Mario coloca a criança na frente de tudo isso, mas numa dose que ela consegue tolerar, dentro de um contexto leve, sem consequências reais.


Na clínica, o jogo vira um espaço para observar como a criança lida com o que não controla: ela troca de estratégia ou trava na mesma tentativa? Pede ajuda ou prefere desistir? Essas respostas dizem muito e o próprio jogo abre a conversa de um jeito que uma pergunta direta nunca alcançaria.


Mas o recurso mais poderoso de todos é a modelagem, que é mostrar, ao vivo, como lidamos com o erro. Quando o adulto joga junto, cai no mesmo buraco, ri, tenta diferente e pede ajuda sem vergonha, a criança ansiosa observa tudo isso com uma atenção que você não imagina.


Ela quer saber o que acontece quando algo dá errado. Se o que ela vê é um adulto que continua, que não catastrofiza, que trata o erro como parte do processo, isso entra nela de um jeito que nenhuma conversa consegue alcançar. A criança aprende regulação emocional muito mais pelo que vê do que pelo que ouve.


Se o seu filho já ama o Mario, você já tem uma ferramenta em casa. Basta estar presente, jogar junto às vezes e, quando a superação aparecer, reconhecê-la em voz alta. Isso já é muito.


O Transtorno de Ansiedade Generalizada pode impactar diferentes áreas da vida da criança, mas existem formas eficazes de intervenção. Com identificação adequada, apoio familiar e acompanhamento profissional, a criança pode desenvolver recursos para lidar melhor com a ansiedade.


O objetivo não é eliminar completamente a ansiedade, mas reduzir seu impacto e ampliar a capacidade de enfrentamento.



TERAPIA PARA LIDAR COM ANSIEDADE INFANTIL



Tem percebido que a ansiedade e o medo estão atrapalhando sua vida ou a vida do seu filho?


Faço atendimentos presencial (em Vitória da Conquista) e online (qualquer lugar do mundo) e estou sempre me desenvolvendo meus estudos e práticas para ajudar você em qualquer situação da sua vida.

Trabalhar comportamentos autodestrutivos, estresses, preocupações exageradas, ansiedade, desânimo e falta de motivação é algo vital para a Terapia Cognitivo Comportamental, abordagem que sigo.

Por isso, ajudar você a construir uma vida mais leve é uma das minhas missões.

A terapia pode ser o seu início de uma nova vida. Mande uma mensagem e agende a sua sessão inicial.

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