COMO FUNCIONA?

A primeira sessão começa com os pais e a criança juntos  é o momento do primeiro contato e da coleta de informações iniciais.

Em seguida, fico a sós com os responsáveis para ouvir o que estão observando: quando os comportamentos começaram, o que já tentaram, o que preocupa. Esse histórico é essencial para que o processo comece com clareza.

Depois, a criança entra sozinha. O que acontece a partir daí depende da faixa etária. Com crianças pequenas, o trabalho acontece predominantemente através do brincar, do desenho, da construção e da narrativa. Não existe interrogatório ou pressão para falar.

As sessões têm duração de 50 minutos e, inicialmente, são semanais. A regularidade é importante especialmente no começo: ela garante continuidade ao processo e ritmo para que as mudanças aconteçam de verdade. Com o tempo, e de acordo com a evolução, esse espaçamento pode ser ajustado juntos. Não existe um número fixo de sessões. O ritmo é determinado pela criança, pela demanda e pelo processo.

Quando necessário, também realizo visitas escolares ou em outros ambientes de convivência da criança, porque entender o contexto dela faz parte do processo.

O sigilo: o que a criança compartilha dentro do consultório é confidencial, inclusive em relação aos pais, com exceção de situações que envolvam risco à segurança. Isso não significa que os pais ficam de fora  sessões de orientação parental acontecem de forma regular, porque o contexto familiar é parte fundamental do que está sendo trabalhado.

COMO O TRABALHO ACONTECE DENTRO DA SESSÃO?

O brincar sempre foi a linguagem da criança e na terapia não é diferente. Jogos, desenhos, construções e narrativas não são entretenimento na sessão  são janelas para observar como a criança reage emocionalmente, como lida com a frustração, com o erro, com o desafio. É exatamente aí que o trabalho terapêutico entra: identificando os pensamentos que aparecem, explorando novas estratégias, conversando sobre frustração, persistência e conquista.

A TERAPIA NÃO VAI CONTRA VOCÊ!

Uma preocupação comum dos pais é se a terapia pode entrar em conflito com a forma como educam seus filhos. A resposta é não. Eu não chego impondo regras ou mudando o que você acredita sobre educação. Sigo na direção dos seus valores. Se seu filho não tem acesso a telas, não vou introduzir tela na terapia em nenhuma hipótese. Se ele já usa e já gosta de jogos ou vídeos, posso usar isso como ferramenta  não para aumentar o uso, mas como ponte para engajamento.

Quando alguma prática parental entra em conflito com o que a ciência mostra, você será informado e orientado sobre isso, mas nunca de forma impositiva. A terapia é um espaço de construção, não de confronto.

Iniciar um acompanhamento psicológico requer coragem e honestidade! Não se envergonhe por querer cuidar da sua saúde mental da sua família.

Ficou com alguma dúvida? Me manda uma mensagem 💜

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