Perguntas Frequentes - FAQ

A terapia infantil é para crianças com diagnóstico ou com problemas graves?
Essa é uma das ideias mais comuns sobre psicoterapia infantil, e também uma das que mais atrasam o início do processo. A terapia é um espaço onde a criança aprende a se relacionar com o que sente, desenvolve ferramentas para lidar com ansiedade, frustração, medo e insegurança, em vez de apenas evitar essas experiências. Uma revisão publicada na revista The Lancet Psychiatry mostrou que metade de todos os transtornos mentais tem início antes dos 14 anos. Intervir cedo não é precaução excessiva, é aproveitamento de uma janela de desenvolvimento que não se repete. Se você reconhece seu filho nos conteúdos que compartilho, talvez já seja a hora de dar o próximo passo, não porque está tudo errado, mas porque ele merece ter suporte antes de estar no limite.
Por que as sessões são semanais?
A terapia funciona como um processo de construção e construção exige continuidade. As evidências científicas mostram que o intervalo semanal permite que o que foi trabalhado em sessão seja observado e aplicado antes do próximo encontro, mantendo o fio do processo ativo. Quando esse espaço é muito longo no início, o que acontece com frequência é que a sessão seguinte precisa ser usada para recontar o que aconteceu, em vez de aprofundar o que já está sendo trabalhado. Paradoxalmente, não existe evidência científica que sustente sessões quinzenais ou mensais como formato de tratamento ativo, podendo causar desinteresse, quebra de vínculo e desistência precoce. Reduzir a frequência cedo demais costuma prolongar o tempo total de tratamento ou não trazer resultados. Com o avanço do processo e a conquista de maior autonomia emocional, o espaçamento vai sendo ajustado juntos.
O que a criança compartilha na sessão chega aos pais?
O sigilo é parte fundamental do vínculo terapêutico e se aplica inclusive em relação aos responsáveis, com exceção de situações que envolvam risco à segurança da criança. Isso não significa que os pais ficam de fora do processo. Sessões de orientação parental acontecem com regularidade, porque o contexto familiar é parte central do que está sendo trabalhado.
Quantas sessões serão necessárias?
Não existe um número fixo. O ritmo é determinado pela criança, pela demanda e pelo que vai surgindo ao longo do processo. O que os pais costumam relatar, independentemente do tempo de acompanhamento, é que as mudanças aparecem antes do que esperavam.
O atendimento é coberto por plano de saúde?
Os atendimentos são particulares. Ofereço suporte para documentação de reembolso para quem possui planos que cubram psicoterapia, como o Bradesco Saúde.
Como funciona o atendimento online?
As sessões online são realizadas por videochamada, WhatsApp ou Skype, conforme sua preferência. A qualidade do atendimento e todos os cuidados técnicos e éticos são os mesmos do presencial.
Meu filho vai querer ir?
Essa é uma dúvida muito legítima. A resistência inicial é comum e faz parte do processo. O trabalho com crianças acontece predominantemente pelo brincar, pelo desenho e pela narrativa, de forma que o espaço se torna naturalmente atrativo. A criança não precisa chegar querendo falar sobre nada em específico, ela só precisa chegar.

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